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Dolpinger Yunus Koruyucu

Espécies de golfinhos que vivem no Mediterrâneo e os seus efeitos nas pescas

· Dolpinger

Espécies de golfinhos que vivem no Mediterrâneo e os seus efeitos nas pescas

Espécies de golfinhos que vivem no Mediterrâneo

Muitas embarcações que pescam nos mares em redor da Turquia deparam-se com diferentes espécies de golfinhos ao longo da época.
No entanto, a maioria dos pescadores chama a todas as espécies simplesmente «golfinho».
Na verdade, em cada espécie de golfinho que vive no Mediterrâneo, aspetos como:

  • o comportamento,
  • a forma de alimentação,
  • o habitat,
  • a interação com as redes de pesca

são diferentes de espécie para espécie.
Conhecer estas diferenças é importante tanto para compreender os danos nas redes como para planear os métodos de proteção adequados.

Quantas espécies de golfinhos vivem no Mediterrâneo?

As principais espécies observadas regularmente no Mediterrâneo são:

  • Golfinho-roaz (Tursiops truncatus)
  • Golfinho-riscado (Stenella coeruleoalba)
  • Golfinho-comum (Delphinus delphis)

Em algumas zonas também podem ser vistos cachalotes, baleias-piloto e outros mamíferos marinhos. Contudo, as espécies que interagem com mais frequência com as redes de pesca são as três acima. No mar Negro, no mar de Mármara e no norte do Egeu junta-se ainda o boto (Phocoena phocoena).

1. Golfinho-roaz (Tursiops truncatus)

Características gerais

É uma das espécies com que os pescadores se deparam com mais frequência.
Mede geralmente entre 2 e 4 metros.
É muito curioso e inteligente.
Gosta de viver em zonas próximas da costa.
Por isso, a probabilidade de se cruzar com as redes de pesca é elevada.

Comportamento alimentar

A sua alimentação pode incluir espécies como:

  • tainha,
  • robalo,
  • dourada,
  • carapau,
  • sardinha,
  • lula

entre outras.
Caça seguindo os cardumes.

Interação com as redes de pesca

Os pescadores que pescam perto da costa são os que mais se deparam com esta espécie.
Quando tenta retirar os peixes da rede:

  • os fios da rede podem ficar esticados,
  • as boias podem deslocar-se,
  • os cabos de chumbo podem ficar sob esforço.

Por este motivo, muitos danos nas redes são associados a esta espécie.

2. Golfinho-riscado (Stenella coeruleoalba)

Esta espécie é observada sobretudo em mar aberto.
Deve o seu nome às riscas escuras do corpo.
Consegue nadar muito depressa.
Já foi observado a ultrapassar os 35 km/h.

Relação com as redes

É menos frequente na pesca costeira.
No entanto, pode deparar-se com alguns sistemas de redes usados em mar aberto.
Geralmente desloca-se em grupo.

3. Golfinho-comum (Delphinus delphis)

Esta espécie, outrora muito comum no Mediterrâneo, viu a sua população diminuir em algumas zonas.
Tem uma natureza muito social.
Desloca-se em grupo.
Alimenta-se de pequenos peixes de cardume.

Importância para a pesca

Pode ser visto em zonas com grande concentração de peixes de cardume, como a sardinha e o biqueirão.
Por isso, em algumas épocas pode aproximar-se das redes de pesca.

4. Boto (Phocoena phocoena)

Na verdade, o boto não é um golfinho, mas sim um pequeno mamífero marinho aparentado com os golfinhos (em inglês, harbour porpoise).
Geralmente não ultrapassa 1,5 metros de comprimento.
Vive no mar Negro, no mar de Mármara e no norte do Egeu; raramente é visto no sul do Mediterrâneo.
Desloca-se sozinho ou em pequenos grupos em águas pouco profundas, perto da costa.

Importância para a pesca

É a espécie com maior risco de ficar presa nas redes de emalhar de fundo, sobretudo no mar Negro (por exemplo, nas redes para pregado).
Por isso, o boto é uma espécie a que os pescadores devem prestar atenção, tanto pelos danos nas redes como pelas capturas acidentais (bycatch).

Em que mares da Turquia são observados?

Mar Negro

Vivem três espécies: o golfinho-roaz, o golfinho-comum e o boto.

Mar de Mármara

Por ser uma zona de passagem, podem ser observadas diferentes espécies.

Mar Egeu

É uma das zonas onde os pescadores mais se deparam com golfinhos.

Mediterrâneo

Existem tanto espécies costeiras como de mar aberto.

Porque é importante conhecer a espécie de golfinho?

Cada espécie tem um comportamento diferente.
Por isso, informações como:

  • a zona onde se pesca,
  • a época em que se trabalha,
  • a espécie de peixe que se pretende capturar,

podem influenciar a estratégia de proteção.

A abordagem Dolpinger

Em vez de visar uma espécie de golfinho específica, os sistemas Dolpinger procuram contribuir para que as redes de pesca sejam mais facilmente detetadas acusticamente. Na Turquia obtiveram-se resultados muito bons e são a escolha preferida dos pescadores.
Esta abordagem é uma das soluções de proteção que podem ser aplicadas em:

  • pesca costeira,
  • pesca comercial,
  • diferentes tipos de redes

de igual modo.
A escolha correta do produto e uma montagem adequada podem influenciar diretamente o desempenho do sistema.

Conclusão

As espécies de golfinhos que vivem no Mediterrâneo diferem entre si no comportamento.
Para os pescadores, o mais importante não é tanto saber com que espécie se deparam, mas sim compreender o comportamento natural destas espécies.
Assim, os métodos para reduzir os danos nas redes podem ser aplicados de forma mais consciente.
Os sistemas de pingers acústicos estão entre as soluções tecnológicas desenvolvidas com este objetivo.

Perguntas frequentes

Qual é o golfinho mais comum na Turquia?

Embora varie consoante a zona, o golfinho-roaz (Tursiops truncatus) é uma das espécies mais comuns.

Que espécie se aproxima mais das redes de pesca?

Os golfinhos-roazes, que vivem perto da costa, podem interagir com mais frequência com as redes de pesca. Já no mar Negro, o boto é a espécie com maior risco de ficar preso nas redes de fundo.

Os golfinhos estão protegidos?

Sim. Na Turquia e em muitos outros países, os golfinhos estão protegidos por regulamentos nacionais e internacionais.

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